sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Acerte na entrevista de emprego

Do comportamento adequado aos cuidados com a aparência, confira dicas importantes para conquistar a vaga que tanto deseja
A entrevista é uma etapa decisiva na conquista do emprego. A forma como o candidato se veste e se comporta é essencial para sua aprovação ou não, pois as suas roupas e atitudes podem transmitir a impressão de alguém cuidadoso e sério – ou desleixado e irresponsável.

O mais importante, no entanto, é estar preparado. “Estude seu currículo e informe-se sobre a empresa contratante”, aconselha Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online. Já no momento da entrevista é fundamental que o candidato se sinta seguro e demonstre o quanto está apto a ocupar a vaga oferecida pela empresa.

 
Atenção ao comportamento

  • Seja educado, fale pausadamente e explore ao máximo sua experiência profissional.
  • Fale apenas de seus aspectos positivos, evitando fazer queixas ou usar um tom de arrependimento por não ter feito algum curso. “E nunca reclame dos profissionais com quem trabalhou em empresas anteriores”, alerta Daniella.
  • Seja um bom ouvinte e não interrompa o entrevistador em hipótese alguma.
  • Tenha uma postura séria e profissional, mas aja com naturalidade.
  • Não chegue atrasado. A pontualidade é um aspecto a ser avaliado.
  • Nunca fale mentiras, gírias ou atenda o telefone durante a entrevista.
  • Dê atenção especial à linguagem, evitando cometer erros de português.
  • Fuja de assuntos polêmicos, como política, futebol e religião. “Esse erro é comum e pode acabar com suas chances de contratação”, avisa Daniella.
Cuidado com a aparência

A mulher que concorre a uma vaga em áreas tradicionais, como Direito e Administração, por exemplo, deve usar camisa, calça social, tailleur ou terninho. Para as menos formais, saias ou vestidos retos (na altura do joelho) ou calça risca de giz são boas opções. “Evite brilhos, transparências e decotes, que deixam o corpo à mostra”, alerta a consultora de moda e estilo Vanessa Akemi.

O visual deve ser discreto e bem apresentado. Por isso, opte por acessórios pequenos e use um perfume cítrico, suave e fresco. “E nunca exagere na maquiagem. Prepare a pele com corretivo, base e pó compacto e passe um blush para dar uma coradinha. Por fim, batom cor de boca e rímel”, orienta Vanessa. Dê atenção especial aos cabelos, que devem estar bem tratados e penteados. Para garantir uma boa aparência, use os produtos da linha Dove Reconstrução Completa, que penetram profundamente nos fios, deixando-os brilhantes e sedosos. As unhas, por sua vez, devem estar bem feitas, mas com esmalte claro.

Para os homens, se o cargo for para emprego formal, o uso de terno e gravata é o ideal. Caso contrário, opte por calças clássicas, camisas sociais e sapatos fechados. Mas jamais use roupas amassadas ou rasgadas, largas ou excessivamente apertadas, bem como shorts, bermudas, chinelos, estampas chamativas e moletons - na maioria dos casos, até mesmo jeans. Evite também calças curtas, colarinhos abertos e bonés. Lembre-se de que a roupa deve combinar com o cargo que se almeja; então, quanto mais formal for a futura função, mais formal deve ser a roupa. Barba bem feita, unhas e cabelos cortados são igualmente fundamentais.
  Portal vital

Quando o trabalho afeta a saúde

Surge, a cada dia, mais pessoas com dores provocadas pelo uso em excesso do computador
O trabalho é essencial na vida das pessoas. Mas nem sempre só para suprir as necessidades financeiras. É também uma questão de realização pessoal, ou seja, de encontrar prazer naquilo que você realiza. Porém, dependendo da ocupação, alguns prejuízos para o corpo podem ocorrer ao longo dos anos.
Sintomas como dores em articulações, sensação de cansaço ou inchaço nos músculos são indícios de que você pode estar desenvolvendo lesões causadas por esforços repetitivos. Elas são comumente conhecidas pela sigla LER ou como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort).
Esses tipos de problemas são provocados pelo uso excessivo de alguma articulação, aparecendo com mais incidência nas mãos, punhos, cotovelos, ombros e joelhos. “As condições que favorecem mais as lesões estão em funcionários nas linhas de montagem e nas indústrias de alimentação. Existe uma situação de mais risco nos trabalhos que exigem repetição e força”, explica João Luiz Cavalieri Machado, presidente da Comissão Técnica de Dort/LER da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).
Pessoas que utilizam o computador por muitas horas ao longo do dia também podem apresentar esses problemas, de acordo com o fisioterapeuta Claudinei de Sousa Oliveira, do Corporal Instituto da Dor, de São Paulo. “Hoje em dia, com a expansão do uso da informática no mercado, cada vez mais pessoas vêm apresentando sintomas de dor e inflamação nas mãos”, explica.
O jornalista recifense Walmar Andrade, de 28 anos, que atualmente mora em Barcelona, já passou por isso. Ele sentiu os primeiros sintomas da tendinite em 2006, devido ao uso do computador por cerca de dez horas diárias. “Apresentava dores no braço direto, mais precisamente no cotovelo e no antebraço”, explica.
Na época, o médico da empresa onde ele trabalhava diagnosticou que se tratava apenas de um princípio de tendinite e recomendou que reduzisse o uso do computador ao longo do dia. E, quando ele estivesse diante do aparelho, mantivesse postura correta. “Outra sugestão do especialista foi que procurasse usar menos o mouse e mais o teclado”, lembra.

Use com moderação

De acordo com Machado, da Anamt, o computador deve ser usado como um instrumento de trabalho para facilitar a realização das tarefas e inserido em uma jornada de trabalho que segue o estabelecido em lei, com duração reduzida e pausas regulares. “Isso evita o surgimento desses problemas”, enfatiza. Uma dica é fazer uma parada de cinco minutos a cada 25 minutos de digitação.
Apesar da recomendação do médico, Andrade revela que não conseguiu reduzir o uso do computador, mas superou o problema. “Meu trabalho exige que eu passe muitas horas na frente do aparelho, mexendo nos teclados”, afirma o jornalista. Nas horas vagas, ele confessa que também usa o equipamento. “Na verdade, o que ocorreu foi que passei a prestar mais atenção na postura.”
Ele conta ainda que as dores o impulsionaram a pensar na importância de ter uma melhor qualidade de vida.